sexta-feira, 8 de julho de 2011

Frio!

Aqui faz um frio de doer.
De doer o corpo, de doer tudo.
Frio maior de saudade, frio de vazios, de cada dia mais espaços, mais buracos, mais solidão.
Acho que aquele sorriso,
que até ontem aparecia até sem querer, hoje já não consegue sair.
Mesmo com o maior esforço
de quem não quer deixar de sorrir, ele definitivamente não vem.
Juro que estou lutando contra a realidade,
que soca o rosto, que grita tão forte capaz de me deixar surda, tonta e acordada.
Mas quando é a única coisa que se sente,
não tem como não ouvir os gritos: Sozinha, sozinha, sozinha...